terça-feira, 7 de junho de 2011

Eu sempre vou amar, ainda que viva sem paz!

Outro dia, ouvi de uma pessoa muito jovem que não acredita mais no amor. Ela já deve ter acreditado antes neste sentimento e teve lá os seus motivos para acreditar que não se pode mais amar, ou pelo menos pensa que não. Certamente, paz e amor são inversamente proporcionais, na maioria das relações, afinal lidar com as diferenças exige estar em guerra de vez em quando, se é que você, leit@r, me entende.


Ainda que eu tentasse não amar, não conseguiria, não nesta existência. É muita gente, são muitas situações, muitos casos e acasos para eu não me permitir amar. Amo mesmo. Amo inteira. Amei várias vezes, muitas vezes, visceralmente, algumas bem poucas vezes. Amo tanto que sinto dor, quando o amor acaba acho que a dor não passará e quando vem a paz de não estar amando o que eu faço? Ah, eu volto a amar de novo tudo que é amor novo.

http://www.sepal.org.br/novo/index.php?option=com_content&view=article&id=3407&Itemid=149

Há amores que são perenes. Eu tenho um amor perene, um amor que transpassa tudo o que vivo e que sinto há alguns anos. Não vou me deter a este amor neste texto, prefiro deixá-lo quietinho bem junto das minhas "belas esperanças azuis", como diz um lindo poema de Aninha Franco.


Não acredito em alma gêmea, mas em almas plurigêmeas. Todos os amores que tive me completaram de alguma forma e me forjaram como gente como sou agora. Tenho em mim um pouco de cada amor que vivi e deixei em cada um dos meus amores do passado, e também nos de agora, um pouco de mim. Eu acho que todo amor precisa ser eterno, apenas enquanto ele durar. Se nem o universo é infinito porque o amor precisa ser? Qualé! O amor pode ser grandão, mas infinito é pedir demais...


O amor me move! Preciso acreditar nele para que a vida tenha sentido. Não aceito ser comum o fato de gente tão jovem quanto este moço ao qual me refiro neste texto não acreditar no amor, afinal as relações, todas elas têm sido cada vez menos amorosas. A ausência do amor machuca o outro sem pensar nas conseqüências. Mata-se por amor, mas muito mais por falta de amor. Tem sido difícil se amar, quiçá o próximo! Por isso mesmo, faço tudo ao contrário. Só de sacanagem, como afirma a letra do poema de Elisa Lucinda, enquanto todos são desosnestos eu serei honesta com o amor, afinal ele merece.


Resolvi escrever este texto após ouvir o depoimento deste moço e, por uma incrível coincidência, ouvir uma música que retrata bem esta dualidade da relação entre o amor e a paz, na voz da Martinália, essa nêga safada que coloca amor em tudo que canta. Amo Martinália! Preciso parar agora e escrever mais sobre o amor em outro momento, mas acho que você, leit@r, devesse escutar esta bela canção e buscasse sentir mais amor, mesmo que isso comprometa aquilo que você anseia como paz.




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E você, moço que não crê no amor, ama mais uma vez e outra e outra e outra e vais acreditar que o amor existe, só que ele acaba. Não necessariamente com um bico fino, como escrevi num texto anterior, mas acaba porque ele é finito.Como bem disse o poeta, ele, o amor, só precisa ser eterno enquanto ele durar, meu bem.

Cheia de amor,


Daysoca Sacramento

Um comentário:

Aline Cuerci disse...

ooie.
legal seu blog.
passa no meu dps viu ?!
bjos

http://alinecuerci.blogspot.com